O Futuro dos Eventos – O que será deste universo quando a pandemia passar?

Inteligência artificial, Metaverso e experiências híbridas são as grandes apostas do setor

As luzes no fim do túnel estão começando a ficar mais claras e há sinais de que a pandemia está tomando rumo ao seu fim. No entanto, certos comportamentos que a sociedade adotou nesses últimos meses não serão abandonados. Passados os primeiros momentos de incertezas, tivemos, também, a chance de aprender muito rapidamente sobre diversos aspectos. Novos formatos, novas narrativas e a aposta na inovação e na transformação digital – que veio com força total – fizeram o show continuar.

O universo dos eventos e do entretenimento, por exemplo, sofreu uma forte transformação e, possivelmente, não voltará mais como era antes da Covid-19 invadir os quatro cantos do mundo. E a tecnologia vem contribuindo positivamente para transformar as experiências frente à nossa nova realidade.

Depois de meses com eventos 100% online, devido às regras de distanciamento social, o modelo híbrido assumiu de vez o protagonismo. Muitos eventos adotaram esse novo jeito de conectar pessoas e essa realidade vem como uma forte tendência para um futuro já não muito distante. 

Os eventos híbridos misturam características do presencial e do virtual. O desafio deste formato é proporcionar, ao mesmo tempo, experiências inovadoras possíveis apenas no ambiente digital e despertar no público conexões com as experiências físicas. O festival virtual do Tomorrowland em 2020, por exemplo, assumiu esse formato, assim como o Burning Man, que investiu em uma tecnologia que simulava uma caminhada pelo deserto.

O setor do entretenimento foi um dos primeiros a ser interrompido com a pandemia do novo coronavírus. No entanto, também foi um dos que se adaptaram mais rapidamente. As intermináveis lives surgiram como forma de levar a música para dentro da casa das pessoas. Elas começaram sem muita produção, bem amadoras e, passado o primeiro momento de adaptação, deram lugar a superproduções, com patrocínio de marcas. 

O processo que levou o caseiro às grandes produções tem pouco mais de um ano e a tendência é que siga evoluindo. No SXSW 2021, a futurista Amy Webb colocou o metaverso como uma forte tendência, dizendo que estamos caminhando para uma realidade cada vez mais misturada, entre o físico e o virtual. 

E, mesmo quando a pandemia acabar e o isolamento social chegar ao fim, as experiências nativas digitais vão seguir em ascensão, pois algumas iniciativas surgem pensadas apenas para esse modelo, aproveitando as infinitas possibilidades que o digital oferece. Inovadoras e criativas, elas testam os limites das experiências online, sem contar na aposta do 5G, que vem para acelerar ainda mais todo o processo. 

O metaverso e a inteligência artificial já não são mais coisas de filme. O desafio, agora, é democratizar o acesso a essas tecnologias e fazer com que todos possam ter a oportunidade de participar dessa nova realidade híbrida.

Gabriela Boesel – BS Project

Veja também

Outros artigos

A volta dos eventos

Com a vacinação avançando em vários países, alguns festivais voltam aos poucos com as edições presenciais. Comprovante de vacinação, teste negativo e público reduzido são

Leia mais »