A volta dos eventos

Com a vacinação avançando em vários países, alguns festivais voltam aos poucos com as edições presenciais.

Comprovante de vacinação, teste negativo e público reduzido são algumas das medidas adotadas pelas organizações de festivais para a volta de eventos presenciais. Será essa uma luz no fim do túnel? Com a vacinação avançando em vários países, diversos lugares, como Paris, Barcelona e Amsterdã, apostaram nos eventos-teste como uma estratégia para uma possível retomada dos encontros físicos.

No entanto, o futuro dos eventos ainda é incerto e cada nova experiência pode ser uma surpresa em meio a tantas transformações e novidades que a pandemia apresenta a cada dia. Ainda que todos estejamos ansiosos para esses encontros presenciais, em países onde as aglomerações já estão voltando a acontecer, paira, ainda, o receio de uma nova onda de contágio da Covid-19, devido às variações do vírus. 

Os eventos-teste, portanto, não são sinônimo de uma aglomeração generalizada, por isso, a realização de alguns deles ainda não significa que já é seguro que os eventos físicos voltem a acontecer como antes. Como o próprio nome sugere, é um teste, um ensaio para saber como vai funcionar o evento, que deve seguir protocolos de segurança e condições específicas para que todos os riscos possam ser devidamente avaliados. 

O programa Back to Live, criado na Holanda, por exemplo, consiste na realização de eventos-teste ao longo de três meses. Dados do Fieldlab – uma iniciativa do governo holândes em conjunto com órgãos comerciais que promoveram esse estudo –  mostram que o risco de contágio é quase o mesmo que estar em casa, desde que sejam seguidos os protocolos de higiene e testes. Como cada evento tem suas peculiaridades, foram realizados diferentes formatos, como conferências de negócios, show de comédia e cerimônia de premiação em local aberto. 

Com um ano e meio de pandemia, isolamento social e eventos 100% online, agora, ao menos, já existem estudos científicos e exemplos práticos para sabermos como será o retorno dos eventos e da vida social em geral. Mas uma coisa é certa: o virtual veio para ficar, mesmo com eventos-testes. Ainda mais com o aprimoramento do formato online, que fica, a cada dia, mais interessante devido à expertise adquirida pelos produtores, assim como o surgimento de plataformas inovadoras.

Uma delas é o SwapCard, por exemplo, que vem sendo usada por grandes festivais de inovação, como o SXSW. Com diferentes recursos, a plataforma permite identificar as pessoas que fazem parte de um evento, seja presencialmente ou no modelo híbrido, por meio de QR code. Já para quem quer uma verdadeira imersão no metaverso, tem o Gather Town, no qual é possível criar um avatar que pode circular por espaços virtuais customizados de acordo com a criatividade do usuário. 

Enfim, as novidades que não param de surgir estão aí para provar que a tecnologia avança na mesma velocidade que o vírus e, com uma pandemia mais controlada, surgem dois universos paralelos, mas que, não por isso, deixam de se conectar.

Gabriela Boesel – BS Project

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