O que você faria se o home office acabasse?

Uma pesquisa da consultoria Robert Half mostra que um terço dos profissionais cogitaria mudar de emprego caso isso ocorra

E se o home office acabar de vez? Essa é uma pergunta que muitos estão fazendo agora que o isolamento social está chegando ao fim com o avanço da vacinação e um possível fim de uma pandemia que parou o mundo há mais de 18 meses. Uma pesquisa da consultoria Robert Half, por exemplo, mostra que, caso o home office seja proibido, um terço dos profissionais cogitaria mudar de emprego. 

Como todos já sabem e estão cansados de saber, a pandemia revolucionou o mercado de trabalho e, muito provavelmente, muitas empresas seguirão com o modelo de home office, ou adotarão o modelo híbrido de trabalho, possibilitando que os colaboradores trabalhem alguns dias em casa e outros no escritório. Muitas organizações, inclusive, já reduziram suas sedes, como a Heineken, que adotou o teletrabalho de forma definitiva no Brasil e, na Holanda, entregou alguns prédios até então alugados. Ainda segundo o estudo da Robert Half, o índice de demissão chega a 40% entre as mulheres e 31,4% entre os homens. Além disso, o levantamento prova que mais de 60% gostariam de trabalhar mais dias em casa do que no escritório e que 16,7% preferem passar mais dias no escritório do que em casa. 

O modelo híbrido de trabalho é quando as empresas permitem que seus funcionários escolham onde realizar suas atividades. Ou seja, eles podem ir ao escritório, ficar em casa ou, ainda, escolher escritórios flexíveis, como os coworkings ou workspaces, por exemplo. Uma coisa é certa, como o home office caiu de paraquedas e muitas pessoas se viram tendo que adaptar um canto da casa para conseguir trabalhar, ainda assim esses espaços transformados podem não oferecer a melhor estrutura para trabalhar. 

Algumas empresas muniram seus funcionários com equipamentos adequados e ajudam nos custos de energia elétrica. No entanto, há quem prefira separar a vida pessoal da profissional e, convenhamos, essa linha fica muito tênue para quem trabalha em casa. Por isso, espaços como coworkings e workspaces se apresentam como uma excelente alternativa para quem não quer voltar ao escritório tampouco quer ficar em casa. 

Os benefícios de trabalhar em um espaço compartilhado incluem aumento nas conexões e e mais qualidade de vida. Diferentemente de estar em casa, onde um dos maiores problemas é o excesso de distrações, uma das vantagens de trabalhar em um local compartilhado é que todo mundo está lá para trabalhar. Em um workspace, você é contagiado pelo clima inovador, o que ajuda a manter o foco no trabalho, além de ajudar na criatividade. Outro fator importante para escolher esse ambiente é que você vai conseguir separar com mais facilidade o que é trabalho e o que é lazer, pois quando você deixar o trabalho no trabalho, a sua casa vai voltar a ser o seu lar e um lugar para descansar.

Gabriela Boesel – BS Project

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